Pesquisa de campo.

  

Moradora de rua sem destino dorme nos vagões da CPTM.

 

Saindo ás rua ;e observando diariamente a rotina dos moradores de rua observamos que, muitos vão morar nas ruas devido ao conflito que eles convivem com seus familiares alguns; deixam suas casas seus confortos, por serem maltratados ou pela ganância do dinheiro, pois, alguns destes que fazem parte desta tribo possuem na maioria das vezes certo grau de estudo, por exemplo: Srº José (nome fictício), pois não quer se  identificar  nos conta que -“Minha mulher e meus filhos só interessavam pelo meu salário e nem se interessavam o estresse que eu passava na empresa…”. O senhor José era professor conceituado da Usp( Universidade de São Paulo),descobrimos que  depois de  trocar conversas e ganhar a sua  confiança, e que conseguimos saber dele ,pois ele empregava bem as palavras e nos contou um pouco da sua história de vida,ele têm 47 anos,e no mês que vêm no dia 20 de outubro completará 48 anos e recorda com tristeza o que deixou para trás,depois falou o que mais gostava é ouvir seu radinho de pilha e que todos os dias ouve  a CBN (Central Brasileira de Notícias) ás quatro da manhã.Devido ao hábito da bebida e ao vício do cigarro ele sofre de pneumonia, perguntei como ele consegue cigarros e a bebida ,ele responde “Àh isso eu tenho todos os dias,ganho uns trocados..”  

Há cinco anos saiu de casa, foi trabalhar e nunca mais voltou pergunto se tem vontade de voltar diz que -“Às vezes sinto falta da cama, do conforto, mas do que adianta se o interesse é maior… É triste (suspira e balança a cabeça como se para afugentar as lembranças), agente trabalha e começa a entender que não valemos nada…” diz referindo-se pelo sofrimento que ele passa nas ruas da Pça  da Sé.  

São exatamente 22h55, levo comida á uma moradora de rua e procuro conversar com ela primeiro ela rejeita a comida e diz que não quer por que é macumba (“ela está delirando, conversando sozinha pronunciando palavras sem nexo-” Você não vai me matar, não fui eu que fiz eu vi vocês…) e sai correndo com medo de ser pega.  

Dias depois converso com um grupo que estão bebendo cachaça, pois ao invés de alguém dar-lhe água dão -lhe cerveja, pinga menos algo que modifiquem a vida destas pessoas e o engraçado é que eles agradecem e ainda dizem- “È o que nos dão vamos beber assim ficamos alegres e nos conforta é o que nos aquecem pois os moradores o que mais passam é sede e frio.”  

Ficamos sabendo que muitos são estuprados e muitas vezes assaltados por outros moradores das praças, tem as classes que vêm pedir esmolas e os familiares vêm buscar (pois notamos que ás vezes Sº Francisco Alves está limpo) ele nos disse que não gosta do genro por isso vive nas ruas.  

Existe o grupo dos moradores que são discriminados pelos próprios colegas de calçadas,são insultados com á alegação que vão tirar o ponto do outro e que ali vai atrapalhá-lo de ganhar umas moedas.  

Morador de rua porquê  convivem  nas ruas e não porquê moram nelas, e que estão sujeitos as doenças e ao jogo do destino e da sorte se que têm alguma,a rotina do xadrez onde o tabuleiro é a vida a sorte as damas,as rainhas.. também eles precisam disputarem uma cama,um banho,e um prato de sopa nos albergues de São Paulo na Av Santo Amaro, isto é, se chegarem exatamente ás até 17h00 pois a fila é extensa e têm senha e quando é ás 6 da manhã são obrigados a saírem e voltarem para as ruas novamente ,alguns arriscam-se a dormirem no metrô como a dona Maria de  65  anos ela vai do começo da estação da Estação Sé até a última sem que nenhum guarda descubra mas, chega uma hora que os guardas da linha da CPTM vem e, a acorda pedindo para ela ir embora e têm que ir,infelizmente ela depara com outra realidade para onde eu vou?Sem saber para onde ir com seu carrinho de feira um travesseiro,umas cobertas, um pente de cabelo,e algumas roupas surradas com o tempo ela vai subindo as escadas em direção á um destino incerto pois todos os dias é tumultuado e com várias interrogações interrogações.Tento puxar  conversa mas ela está alheia a tudo e a todos pois o abandono é que predomina em seu semblante,não sei exatamente se ela é bonita ou feia só notamos que ela é uma senhora indefesa e triste.  

 Se é que existe os Estatutos do Direitos do menor, do idoso onde estão dessas pessoas nesse momento?  

Está na hora do governo enxergar as reais prioridades e tentar de alguma forma solucionar esse problema sei que não é do dia para noite que isso se resolva mas existe o princípio…  

 

   

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